Thursday, February 24, 2011

O PARBIÇA

Um colunista de um grande periódico era sistematicamente perturbado por um desconhecido, a cada Sábado, na sequência da publicação da sua crónica na edição de Sexta-feira.
Num desses Sábados, o seu companheiro habitual de footing reagiu ao comportamento do amigo que, apesar de ser, mais uma vez, insultado pelo desconhecido, cumprimentou este com um cordial «Bom Dia».
- Não compreendo como consegues ficar imperturbável diante das diatribes deste parbiça. Devias era mandá-lo para “aquela parte”.
- E achas que eu devia mudar o meu humor, estragar o meu dia ou passar a ser malcriado por causa de um parbiça? Não é quem quer que me perturba, nem permito que qualquer um determine como vai ser o meu dia. Sou mais eu, amigo. E, já agora, o que vem a ser um parbiça? Será assim uma espécie de nabo, armado em carapau de corrida? Daqueles indivíduos que nunca criaram nada, que nunca ultrapassaram a mediania e que passam o tempo todo ressabiados?
- Parbiça?! Este termo é usado na Ilha de S. Nicolau (Cabo Verde) e significa… O melhor mesmo é consultar alguém da ilha.
- Que não seja um parbiça
- Tout à fait
MORAL DA ESTÓRIA : SEJA VOCÊ MESMO, SEMPRE. E NÃO PERMITA QUE PARBIÇA NENHUM TE CONDICIONE - TE FAÇA MUDAR DE HUMOR, ESTRAGUE O TEU DIA, TE FAÇA SER MALCRIADO, MORMENTE QUE LIMITE A TUA INTERVENÇÃO CÍVICA, POLÍTICA OU OUTRA.
Bom dia, parbiça.

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